Educador, você sabe reconhecer quando um aluno precisa de ajuda? Não estamos falando daquela carinha de dúvida no contato com um conteúdo novo. No dia a dia da sala de aula, é comum que o comportamento da criança ou do jovem mude quando a saúde mental está fragilizada. Perceber essas mudanças é um primeiro passo para podermos ajudá-los.

Leia também: Saúde mental: recomendações para ajudar no planejamento escolar

Pensando em esclarecer quais são os sinais aos quais os educadores e familiares devem estar atentos, convidamos o pediatra e sanitarista Daniel Becker para abordar o tema.

Segundo ele, o adoecimento emocional de crianças e adolescentes já é, reconhecidamente, uma crise global. A pandemia expôs feridas que já estavam abertas, como a precarização do convívio familiar, a relação com as telas e a alimentação inadequada.

Todos esses fatores impactam a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Por isso, é especialmente importante observarmos mudanças no comportamento, pois podem ser sinais de alerta de que o aluno precisa de ajuda. São exemplos:

1 – Queda das notas

A nota não é tudo, mas o desempenho escolar é um indicativo de como o aluno está. Se você perceber uma queda significativa nas notas, pode ser um sinal de que ele está enfrentando dificuldades.

2- Isolamento

O aluno para de socializar com os amigos, fica mais introvertido, fala pouco… Quando um aluno começa a se isolar, evitando interações sociais e se tornando mais reservado, isso pode indicar que algo está incomodando-o.

3- Agressividade

A agressividade é uma manifestação comum quando um aluno está passando por dificuldades, seja na escola ou em casa. Isso pode se manifestar de diversas formas, desde explosões de raiva até comportamentos desafiadores na convivência com os colegas. Para que esse comportamento não ultrapasse os limites, vale observar se o aluno precisa de ajuda. 

Conheça: Movimento Aprendizagem Segura do Vozes pela Educação

4- Baixa participação ou ausência 

Quando um aluno deixa de participar das aulas ou mostra uma queda no interesse pelas atividades escolares, pode haver um desconforto com relação ao conteúdo ou ao cotidiano escolar. As faltas constantes também merecem uma investigação. 

5- Sofre ou pratica bullying

O bullying pode ter um impacto devastador na vida de um aluno, afetando sua autoestima, saúde mental e desempenho acadêmico. Tanto os alunos que sofrem bullying quanto os que praticam e até os que testemunham são impactados.

 

Educador, educadora, se você notar algum desses sinais, pode ser que o seu aluno precise de ajuda! Antes de pensar em soluções, entenda o que está acontecendo. Investigue como anda o desempenho em outras disciplinas, como vai a convivência com os colegas durante o intervalo, se houve alguma questão familiar. Diversas situações podem afetar o comportamento do aluno. Mas, lembre-se:

A escola é um local privilegiado para detectar e ajudar essas crianças

-Daniel Becker

Últimas

Programa Impulso capacita lideranças públicas para fortalecer a educação brasileira

Formação gratuita do Ensina Brasil foca em gestores que coordenam equipes e projetos em secretarias de educação  O Ensina Brasil abriu inscrições para a edição 2026 do Programa Impulso, uma formação intensiva e gratuita voltada a lideranças públicas que atuam na educação básica. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de gestores que estão na linha de frente da implementação de políticas educacionais, com foco na promoção de equidade e no aumento da presença de mulheres e pessoas negras em posições estratégicas.  As inscrições seguem abertas até 27 de abril e podem ser realizadas em grco.de/impulso-2026.  Para quem é o programa  O Impulso é destinado a profissionais que ocupam posições de gestão no setor público educacional — como Chefes de Divisão, Diretores de Departamento ou Coordenadores de Área — em redes municipais, estaduais ou federais.  Os requisitos para participação são: ter atuado por pelo menos um ano em escolas públicas (como professor(a) ou gestor(a)); estar atualmente em cargo de gestão que coordena equipes e projetos; e desejar ampliar sua atuação institucional.  A turma terá 100 participantes, com compromisso de garantir 50% de mulheres e 50% de pessoas negras entre os selecionados.  Uma jornada de seis meses  O programa acontece ao longo de seis meses, em formato híbrido, combinando encontros presenciais em São Paulo e módulos online. Ao todo, são 80 horas de formação distribuídas em dois encontros presenciais de três dias em São Paulo (junho e dezembro), seis módulos online e encontros mensais de…