Divulgado no dia 28/08, o estudo “Planejamento das redes de ensino para a volta às aulas presenciais: saúde, permanência e aprendizado”, elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e o Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB), entrevistou 20 redes de ensino com o objetivo de traçar um panorama sobre o planejamento para a voltas às aulas no país, mostrando quais aspectos estão mais ou menos avançados, e de auxiliar as redes com referências.

O estudo aponta que os pontos mapeados e que exigem bastante atenção são: estratégias para evitar o aumento do abandono e da evasão escolar, ações para garantir a saúde e segurança da comunidade escolar, estratégias para o cumprimento do currículo previsto para 2020, diagnóstico das defasagens e busca por equidade na aprendizagem, estratégias para atender às particularidades da Educação infantil e ações para minimizar o impacto socioemocional causado pela pandemia.

Dentre as redes participantes da pesquisa, as mais adiantadas na organização do currículo para o restante do ano letivo ofertaram formações para a equipe pedagógica sobre as habilidades foco da BNCC e do referencial da rede que devem ser trabalhadas em 2020. No entanto, o estudo pontua que, ainda que a organização do currículo seja um dos tópicos onde mais se percebem ações consolidadas, há que se ponderar a necessidade de mais pautas formativas direcionadas aos professores sobre como trabalhar com o novo currículo. Em relação à Educação Infantil, as redes que estão mais desenvolvidas oferecem atividades diversificadas e alinhadas à BNCC, realizam formações com os professores e possuem estratégias claras para orientação aos responsáveis das crianças.

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Programa Impulso capacita lideranças públicas para fortalecer a educação brasileira

Formação gratuita do Ensina Brasil foca em gestores que coordenam equipes e projetos em secretarias de educação  O Ensina Brasil abriu inscrições para a edição 2026 do Programa Impulso, uma formação intensiva e gratuita voltada a lideranças públicas que atuam na educação básica. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de gestores que estão na linha de frente da implementação de políticas educacionais, com foco na promoção de equidade e no aumento da presença de mulheres e pessoas negras em posições estratégicas.  As inscrições seguem abertas até 27 de abril e podem ser realizadas em grco.de/impulso-2026.  Para quem é o programa  O Impulso é destinado a profissionais que ocupam posições de gestão no setor público educacional — como Chefes de Divisão, Diretores de Departamento ou Coordenadores de Área — em redes municipais, estaduais ou federais.  Os requisitos para participação são: ter atuado por pelo menos um ano em escolas públicas (como professor(a) ou gestor(a)); estar atualmente em cargo de gestão que coordena equipes e projetos; e desejar ampliar sua atuação institucional.  A turma terá 100 participantes, com compromisso de garantir 50% de mulheres e 50% de pessoas negras entre os selecionados.  Uma jornada de seis meses  O programa acontece ao longo de seis meses, em formato híbrido, combinando encontros presenciais em São Paulo e módulos online. Ao todo, são 80 horas de formação distribuídas em dois encontros presenciais de três dias em São Paulo (junho e dezembro), seis módulos online e encontros mensais de…