Marjo Kyllönen, gestora de Educação de Helsinque, afirma que a escola deveria abandonar o ensino de conteúdos isolados e dar mais foco para competências como pensamento crítico e curiosidade. Esse é o caminho, segundo ela, para diminuir a grande lacuna entre a escola e a vida real.

Marjo esteve em São Paulo no dia 25/08 participando do Transformar, evento sobre inovação educacional promovido pela Fundção Lemann, Instituto Inspirare e Instituto Península.

A Finlândia, que tem um dos sistemas educacionais de melhor desempenho do mundo, passa por um processo de reformulação curricular e um dos principais objetivos é evitar os conteúdos isolados e adotar processos de aprendizagem mais amplos. Nesta nova abordagem, um dos maiores desafios é entender a mudança no papel dos professores, que deixam a posição de referência. “Hoje, os conhecimentos estão em todos os lugares”, diz ela.

Marjo afirmou que uma base curricular comum, válida nacionalmente, ajuda as escolas e os professores na trajetória de transformação necessária para o século 21. “E essencial que todos estejam no mesmo caminho, que sigam a mesma trilha”, disse ela.

O Brasil está elaborando a sua Base Nacional Comum, o currículo nacional que irá determinar o que todos os alunos devem aprender, ano a ano, na Educação Básica. Para muitos especialistas, a Base é a chance de decidir o que queremos que os alunos aprendam na escola e qual a formação que desejamos para os nossos jovens. Uma pesquisa feita pela Fundação Lemann, com apoio do Todos pela Educação, mostrou que há uma grande desconexão entre o que é ensinado na escola e o que os alunos precisam dominar na vida real, para que consigam concretizar seus projetos de vida. A pesquisa Projeto de Vida, que ouviu jovens egressos da escola, professores universitários e empregadores, concluiu que os currículos atuais são muito extensos, pouco profundos e não apontam para conhecimentos e habilidades essenciais para a vida adulta. A Base Nacional Comum pode ajudar a melhorar esse cenário.

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