As avaliações são importantes instrumentos de monitoramento, apoio e fomento da qualidade em todo sistema educacional. No âmbito nacional, as políticas de avaliação da aprendizagem são executadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), responsável pelas avaliações em larga escala que permitem compor uma visão sistêmica do avanço educacional do país e das redes. Essas avaliações possibilitam ainda uma análise diagnóstica e também longitudinal, com a comparação dos resultados ao longo dos anos, que se tornam subsídios fundamentais para a concepção e o acompanhamento de políticas públicas educacionais em todas as esferas de governo. 

 

Dentre as avaliações que o Inep realiza, podemos destacar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que utiliza instrumentos avaliativos e questionários para todas as etapas da Educação Básica. Para a Educação Infantil, o Inep realizou um estudo-piloto em 2019 com matrizes e instrumentos que contemplam aspectos relacionados a insumos (como infraestrutura e materiais). Para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, as provas são compostas por itens de múltipla escolha. E, até então, eram aplicadas de apenas para Língua Portuguesa e Matemática, tanto para o 3º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental quanto para o 3º ano do Ensino Médio e em caráter censitário para ambas as etapas. 

 

Com o advento da BNCC, a prova que era aplicada para o 3º ano do Ensino Fundamental, e que anteriormente fazia parte da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), passou a ser considerada para aplicação no 2º ano. Isso porque a BNCC antecipa em um ano o prazo para que as crianças já estejam alfabetizadas. 

Em 5 maio de 2020, o Inep publicou a Portaria nº 458, que introduz outras mudanças significativas para o Saeb. Dentre elas podemos destacar: 

  1. a aplicação de provas censitárias para todos os componentes curriculares e anos dos Ensinos Fundamental e Médio, com a intenção de devolutivas tempestivas o que difere de forma expressiva de como é feito hoje 
  2. a introdução do chamado “Enem seriado”, que seria mais uma alternativa aos estudantes do Ensino Médio para ingresso na universidade, uma vez que as notas do Saeb do 1º, 2º e 3º anos poderiam ser utilizadas  na disputa por uma vaga no Ensino Superior. 

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Programa Impulso capacita lideranças públicas para fortalecer a educação brasileira

Formação gratuita do Ensina Brasil foca em gestores que coordenam equipes e projetos em secretarias de educação  O Ensina Brasil abriu inscrições para a edição 2026 do Programa Impulso, uma formação intensiva e gratuita voltada a lideranças públicas que atuam na educação básica. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de gestores que estão na linha de frente da implementação de políticas educacionais, com foco na promoção de equidade e no aumento da presença de mulheres e pessoas negras em posições estratégicas.  As inscrições seguem abertas até 27 de abril e podem ser realizadas em grco.de/impulso-2026.  Para quem é o programa  O Impulso é destinado a profissionais que ocupam posições de gestão no setor público educacional — como Chefes de Divisão, Diretores de Departamento ou Coordenadores de Área — em redes municipais, estaduais ou federais.  Os requisitos para participação são: ter atuado por pelo menos um ano em escolas públicas (como professor(a) ou gestor(a)); estar atualmente em cargo de gestão que coordena equipes e projetos; e desejar ampliar sua atuação institucional.  A turma terá 100 participantes, com compromisso de garantir 50% de mulheres e 50% de pessoas negras entre os selecionados.  Uma jornada de seis meses  O programa acontece ao longo de seis meses, em formato híbrido, combinando encontros presenciais em São Paulo e módulos online. Ao todo, são 80 horas de formação distribuídas em dois encontros presenciais de três dias em São Paulo (junho e dezembro), seis módulos online e encontros mensais de…