Participativo e colaborativo, o processo de elaboração da BNCC teve início em 2015, com um grupo de mais de 100 redatores, liderados pelo MEC, com parceria com Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). No mesmo ano, a primeira versão do documento entrou em consulta pública, quando recebeu 12 milhões de contribuições de professores, escolas, secretarias e sociedade em geral. Em 2016, a segunda versão da BNCC foi discutida em seminários estaduais organizados pelo Consed e pela Undime em todo o país, com a participação de 9 mil professores e gestores. Em abril de 2017, o MEC encaminhou a terceira versão ao CNE, que realizou cinco audiências públicas nacionais e recebeu mais de 300 documentos sugerindo melhorias. Em dezembro de 2017, o CNE aprovou e o MEC homologou a BNCC da Educação Infantil e Ensino Fundamental (Parecer 15/2017 e Resolução 2/2017). 

A parte da BNCC para o Ensino Médio foi finalizada depois da parte do Ensino Fundamental e da Educação Infantil por conta da reforma do Ensino Médio, que aconteceu em 2016, quando o texto da BNCC para toda a Educação Básica estava em sua segunda versão. A Lei do Novo Ensino Médio alterava a estrutura desta etapa de ensino e a BNCC precisaria acompanhar essas mudanças. Para não afetar as outras partes da BNCC, decidiu-se, então, esperar para concluir a redação da parte do Ensino Médio. Assim, a parte do Ensino Médio foi homologada somente em dezembro de 2018. Apesar disso, o documento é um só, regido pelas mesmas 10 competências gerais.

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Programa Impulso capacita lideranças públicas para fortalecer a educação brasileira

Formação gratuita do Ensina Brasil foca em gestores que coordenam equipes e projetos em secretarias de educação  O Ensina Brasil abriu inscrições para a edição 2026 do Programa Impulso, uma formação intensiva e gratuita voltada a lideranças públicas que atuam na educação básica. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a capacidade de gestores que estão na linha de frente da implementação de políticas educacionais, com foco na promoção de equidade e no aumento da presença de mulheres e pessoas negras em posições estratégicas.  As inscrições seguem abertas até 27 de abril e podem ser realizadas em grco.de/impulso-2026.  Para quem é o programa  O Impulso é destinado a profissionais que ocupam posições de gestão no setor público educacional — como Chefes de Divisão, Diretores de Departamento ou Coordenadores de Área — em redes municipais, estaduais ou federais.  Os requisitos para participação são: ter atuado por pelo menos um ano em escolas públicas (como professor(a) ou gestor(a)); estar atualmente em cargo de gestão que coordena equipes e projetos; e desejar ampliar sua atuação institucional.  A turma terá 100 participantes, com compromisso de garantir 50% de mulheres e 50% de pessoas negras entre os selecionados.  Uma jornada de seis meses  O programa acontece ao longo de seis meses, em formato híbrido, combinando encontros presenciais em São Paulo e módulos online. Ao todo, são 80 horas de formação distribuídas em dois encontros presenciais de três dias em São Paulo (junho e dezembro), seis módulos online e encontros mensais de…