A pandemia trouxe grandes desafios às escolas e educadores. Mas também ofereceu a possibilidade de repensar os princípios que norteiam a educação e fortalecer uma proposta de aprendizagem mais conectada aos desafios do nosso tempo

Sou Larissa Ribeiro de Santanna representante da Secretaria de Educação de Tocantins. 

Como em todo o Brasil, a pandemia de covid 19 suspendeu as atividades presenciais, incluindo aas escolas. E em meados de junho, quando começamos a nos preparar para o retorno às aulas presenciais ainda achando que a situação não se estenderia tanto, refletimos sobre o processo de formação dos professores.

Percebemos que o contexto da pandemia promoveu a perspectiva pedagógica que ancora o Novo Ensino Médio: não é mais possível falar em práticas que não sejam trabalhadas por área. E não dá para deixar de trabalhar um currículo contínuo, que faça sentido entre as séries. 

A pandemia nos fez repensar o nosso planejamento enquanto escola. Por isso, considero que apesar do contexto desfavorável, demos um passo enorme. Até mesmo em nível de gestão de secretaria. Todos sentem que estão no mesmo barco. As equipes estão mais integradas e mais fortalecidas. 

Para o retorno das atividades, a Secretaria de Educação fez um momento de formação aliada às regionais e estabeleceu como prioridades a segurança dos profissionais de educação e a compra de EPI’s como condição básica para o retorno. E, do ponto de vista pedagógico, estabeleceu um currículo contínuo para quem não conseguir concluir o ano, para que o alunos continuem avançando nas séries a partir de um modelo de créditos.  Temos escolas que já estão conseguindo desenvolver bem as atividades por área – as escolas integrais já tiveram ciclos de acompanhamento. E, no Ensino Fundamental, nosso estado está fazendo uma reorganização das habilidades contempladas no currículo que não podem ser deixadas para trás. A BNCC vai ser uma referência importante nesse processo. 

 

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